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domingo, 15 de março de 2026

Entenda o Irã PARTE 3

 Entenda o Irã PARTE 3

 

Tática vence batalhas, Estratégia vence guerras.

Coronel Douglas MacGregor

 

Aiatolá Mojtaba Khamenei, novo líder do Irã
Segundo o coronel MacGregor os EUA não possuem uma estratégia clara sobre o que fazer no Irã. A tática inicial consistiu em ataques de estilo choque e pavor atacando escolas de crianças matando 165, depois disso já atacou mais duas escolas e uma quadra de vôlei matando os jogadores. Também atacaram um hospital. Essa é uma tática antiga da aviação dos Estados Unidos, atacar alvos civis para provocar terror e revolta. Detalhe: até hoje não houve uma situação em que bombardeios aéreos provocasse uma mudança de regime em parte alguma, mas eles insistem.

O cálculo estado-unidense era que os bombardeios ajudariam a provocar uma revolta popular e, com grupos insurgentes inflando a revolta, haveria uma derrubada do governo. O fato de os EUA ficarem surpresos com o fracasso dessa tentativa demonstra que o coronel MacGregor tem razão, faltou uma estratégia de guerra. Agora trata-se de desenvolver uma nova abordagem da questão, até porque a resposta iraniana surpreendeu o Ocidente como um todo, não só pela proposta, mas pela efetividade.

 

 

UMA GUERRA DE SOBREVIVÊNCIA      

 

Os EUA se prepararam para uma guerra de curto prazo, rápida e mortal para decapitar a liderança e derrubar o governo iraniano.

Os iranianos, pelo contrário, vem se preparando a muito, para uma guerra de atrito, de longa duração. E, sua cartada inicial foi genial.

Em vez de centrar fogo em Israel, o Irã se preparou e vinha se preparando para uma guerra prolongada com os EUA, onde Israel é apenas mais um item.

Vejamos. O ataque a infraestrutura dos EUA ao redor de si foi muito bem executado. As estruturas de radar nos diversos países do golfo foram completamente destruídas. Sistemas bilionários de radar que vigiavam, inclusive a Rússia, foram destroçados eficientemente pelos drones e misseis iranianos.

O Irã tem uma tecnologia e uma indústria de armamentos subestimada pelo Ocidente. Desde a guerra dos 12 dias, o Irã vem afirmando: Temos muitas armas, temos armas que não usamos e temos capacidade de fabricação.

Os ataques precisos a refinarias, bases dos EUA, fabricas de munição, indicam uma boa capacidade de obter informações, trabalhar essas informações e direcionar ataques a alvos precisos.

Intimidou meio mundo no entorno de si, os Estados do Golfo acusaram rapidamente o golpe. A sede da 5ª frota dos EUA foi totalmente destruída. Os EUA não revelam, mas o número de militares dos Estados Unidos mortos beira os 700 nessa primeira semana de combates. Aviões F15 estão sendo abatidos, o doce passeio pelos céus do Irã está saindo caro.

A presença dos Estados Unidos no Oeste da Ásia está derretendo a olhos vistos e para espanto de muitos.

 

A MANIPULAÇÃO DA MIDIA

Claro a imprensa da classe Epstein tem omitido tudo que pode. Israel iniciou no fim da semana começou uma tática que consiste em mostrar, para negar que censura, algumas imagens de ataque a alvos civis. Felizmente, ninguém esta se comovendo com essa manobra.    

Os estenógrafos dos jornalões no Ocidente estão empenhados em mostrar a “crueza do Irã” atacando os pobres coitados do Golfo Persico, aquele bando de árabes perfumados, montados na subserviência aos interesses dos EUA. Apresentam o Irã como Estado agressor, omitindo o fato de que o Irã, uma potência não nuclear está sendo atacada por duas potências nucleares, sem provocação, em pleno processo de negociação.  

 

AS BOTAS NO TERRENO

 

Diante da impossibilidade, pelo menos até aqui, de derrubar o governo do Irã, uma solução pensada é por tropas no terreno e invadir o Irã por terra. Aqui tem duas possibilidades: usar os curdos para invadir o território iraniano; usar os azeres para invadir o Irã.

Problemas. Os curdos foram abandonados pelos EUA na Síria e até agora, não morderam essa isca. O Azerbaijão pode cair na tentação, há uma presença azere no Irã.   

Há uma possiblidade de os curdos virem a aceitar: a possibilidade de adquirir muitas armas e dinheiro, isso pode se tornar tentador para eles. Podem ceder também a vagas promessas de criação de um estado curdo. Aí o problema seria a Turquia que simplesmente não permitiria.

Quanto ao Azerbaijão seria uma jogada arriscada, Aliev vem flertando com o Ocidente há muito tempo, mas isso pode acabar muito mal, a derrota dos azeres pode resultar numa rota direta por terra, Irã-Rússia.

Outra solução ainda seria envolver o Baluchistão bem na fronteira leste do Irã, ai a questão é complicada porque o Paquistão tem relação com os EUA, mas também tem boas relações com a China e o próprio Irã.

Finalmente a solução para ter botas no terreno seria mover o exército dos Estados Unidos para a área. 

 Bom aqui também há problemas, o efetivo do exército dos Estados Unidos hoje está em torno de 450.000 homens juntando tudo. O efetivo do Irã está em torno de 500.000 homens.

Para ser efetiva uma invasão por terra teria que ter pelo menos uma vantagem de 3 x 1, ou seja, três atacantes para cada defensor, idealmente 6 x 1. Então, no mínimo, seria necessário 1.500.000 de soldados para uma invasão.

Mobilizar esse efetivo numa sociedade muito dividida, uma guerra impopular e uma liderança frágil é uma tarefa muito difícil de ser executada.

Aguardemos. 

domingo, 8 de março de 2026

Entenda o Irã PARTE 2

Entenda o Irã PARTE 2

 


UMA GUERRA DE ESCOLHA

Os EUA e Israel, a gangue de pedófobos, estupradores, genocidas, assassinos, iniciaram uma guerra de escolha contra o Irã. Uma guerra de escolha implica que eles precisam destruir o governo iraniano em curto espaço de tempo. De fato, os sionistas no governo Trump o convenceram de que seria realmente uma operação de dias, bombardeios sucessivos e o governo cairia, pois, a população reagiria contra o governo e o derrubaria.

O único funcionário do chefe da gangue que ousou expressar as preocupações de seus colegas foi um general, prontamente demitido, que argumentou: sim, podemos atacar o Irã, mas não podemos controlar os danos, não dispomos de equipamento/munição suficiente para uma guerra de longa duração. Obviamente não era o que o chefe queria ouvir. O general foi demitido, mas suas opiniões “vazaram”, o que contribuiu para baixar a credibilidade de Trump. Cerca de75% da população dos EUA não apoiam a guerra.

No momento recursos de diversos lugares estão sendo redirecionados para o Oriente, misseis localizados na Ásia e na Europa estão sendo transferidos para o teatro da guerra. O problema é a dificuldade de logística dos EUA. Eles não são mais uma nação industrial, isso implica uma dificuldade enorme de produção acelerada e em grande quantidade de misseis e munições. Um forte gargalo esta na fabricação de interceptadores. Outro problema são os custos.

Os drones iranianos mudaram a guerra moderna, trouxeram para o cenário da guerra de atrito uma nova dinâmica. São baratos, descartáveis e eficientes, muito eficientes, como fica claro na guerra Rússia X Ucrânia.

Acontece que, para interceptar um drone de U$ 50.000, os EUA utilizam interceptadores que custam alguns milhões de dólares cada unidade, e, são necessárias várias unidades para drone. Novamente, eis o porquê de o ataque dos EUA ter que ser rápido, os custos são multiplicados por milhões à medida que o tempo passa.

UM ERRO ESTRATÉGICO

O Irã é uma república democrática, a mais estável do Oriente, com eleições regulares para presidente, realizadas a cada 4 anos. A cada 4 anos são também realizadas eleições para o parlamento iraniano. Além dessas uma outra eleição é feita uns três meses depois das eleições parlamentares. Trata-se da eleição para o Colégio de Sábios (88 membros), estudiosos do Islã, de onde se nomeia o Líder Supremo, a autoridade máxima do Islã no país.     

Logo, uma ação de decapitação como a realizada pela gangue de Epstein, só reforçou o papel desempenhando por Khamenei, um líder respeitado por todo o Islã, integro, viveu e morreu coerentemente com sua pregação e sua ação enquanto líder da República.   Não se escondeu, não fugiu do Irã, não se enfiou em algum buraco no país. Estava exposto, no seu escritório, no lugar de sempre. Sua morte foi gloriosa. E, isso o Ocidente não entende porque esta moralmente alguns degraus acima dele. Khamenei foi martirizado e isso é tudo que um fiel islâmico poderia desejar para sua morte, o martírio é uma honra.

Assim o último ato de Khamenei foi um grande foda-se para a gangue de Epstein e um chamado ao povo iraniano, um grande “não se renda”, defendam nossos ideais, defendam cultura e modo de vida.

  

Guerra EUA/Israel contra o Irã

  O jogo dos trezentos erros   O New York Times publicou um relatório afirmando que Trump foi informado pelo Mossad de que um ataque a...