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segunda-feira, 23 de março de 2026

Entenda o Irã. Parte 4


 


Não basta ter dinheiro

 

Um amigo me disse “É, mas os EUA têm mais de trilhão de dólares, só em armamentos”. Daí que resolvi fazer esse post com esse título.

É a logística meu caro.

 

O Irã fica na Ásia Ocidental, a 10 mil km de distância dos EUA. Você precisa transportar tropas, o que leva semanas. Há, de cara, um custo enorme envolvido nessa operação. Tanto que a guerra mal começou e o governo já está pedindo que o Congresso aprove uma verba de 200 milhões de dólares para as despesas. A questão é que esse pedido, uma vez aprovado, levará a outros e outros.

Uma guerra, uma vez iniciada, ganha uma dinâmica própria. As variáveis projetadas não se comportam exatamente como no plano. Um problema é a aproximação da zona de combate. Quer dizer, os iranianos ficarão simplesmente observando os soldados americanos desembarcarem em seu território?  O mais provável é que as forças de ocupação sejam atacadas ainda no mar. Então não será um desembarque tranquilo.

A geografia do Irã ajuda na defesa. Ao contrário do Iraque, relativamente plano, o Irã tem uma geografia montanhosa, boa para a defesa. Assim esta ficando cada dia mais difícil, aquilo que deveria ser uma operação rápida 3, 4 dias no máximo.   

O que esta saindo errado? Bem a capacidade do Irã de revidar tem impressionado. Trump se mostrou surpreso com a reação iraniana aos primeiros ataques de Israel e dos EUA. Após os primeiros ataques, o Irã reagiu em 1 hora, atacando não só Israel, mas também as bases estadunidenses no golfo Persico. Cerca de 10 radares avaliados entre meio bilhão e um bilhão de dólares foram destruídos, aviões de abastecimento foram destruídos, caças F-15 e até um caça F-35, a joia da coroa dos armamentos dos EUA foi abatido. Os porta-aviões, com informações nebulosas sobre o que os atingiu, tiveram que recuar para uma distância de 1300 km, no caso do Gerald Ford a coisa foi mais grave, teve que ir para a Grécia. Um “misterioso” incêndio na lavanderia.

Resumindo, além de muita grana você precisa de inteligência para construir uma estratégia. Os EUA não demonstram ter. Precisam de tecnologia, os EUA têm, mas aguerra ta mostrando que nem tanto assim. Precisa de uma coisa que falta do lado dos EUA e sobra no Irã, determinação firme e um objetivo claro. O Irã luta por sobrevivência, não por uma conveniência de momento ou por interesses econômicos. O Elemento vontade conta muito numa disputa. Até agora a vontade iraniana de defender sua religião, sua cultura e seu modo de vida tem lhe dado a resiliência necessária para suportar os ataques e manter-se na luta.   

Definitivamente, dinheiro não basta.          

terça-feira, 3 de março de 2026

Entenda o Irã. Parte 1


 O Irã é um país estratégico em vários níveis. Se reparar no mapa, você notará que se atravessar o Afeganistão chegará à China. Se você atravessar o Azerbaijão e a Geórgia, chegará à Rússia. Do ponto de vista militar isso é muito sério. Misseis e bases aéreas podem fazer estragos nos dois países.

Agora Trump voltou a ameaçar o Irã. Essa ameaça agride ao Irã , a Rússia e a China. Na pratica, trata-se de manter incomodado os principais adversários do império. Argumento há bastante tempo que , deixado em "banho marinho" o mundo caminhar tranquilamente para uma mudança do eixo econômico do Ocidente para o Oriente. Acontece que mudanças de tal magnitude na história humana nunca foram pacificas, nenhum império caiu sem resistências. Os realistas argumentam que não existe um governo global ao qual todo mundo se submeta, sendo assim as relações entre as nações é uma luta intensa pelo poder, na qual os Estados sempre agirão no sentido de otimizar a satisfação dos seus interesses em detrimento dos outros Estados, logo, os atritos são inevitáveis, a menos que se reconheçam espaços de atuação previamente acordados, mesmo ai com a possibilidade de confrontos em um ou outro momento.

Voltando ao Irã, trata-se, portanto, de evitar que o Irã se desenvolva ainda mais e ao mesmo tempo ampliar as possibilidades de ataque à Rússia e à China.

Nos sonhos molhados dos Israelenses e EUA, o Irã deverá ser derrotado e e dividido em pelos pelos quatro estados menores e rivais entre si. A rivalidade é importante porque facilita o controle e a manipulação dessas regiões.

 

OS DESAFIOS DA INVASÃO

 

O Irã é uma nação com 90/93 milhões de habitantes, é um país orgulhoso de sua cultura, de sua independência. Tem muita resiliência na luta anti-imperialista, no combate ao Estado sionista em Israel. Não contra o povo judeu. Pelo contrário, existe no Irã uma comunidade judaica que vive em perfeita harmonia com o Estado iraniano, sem perseguições e coisas do tipo.

O país é tão cioso de sua independência que tanto Rússia quanto a China tentaram aprofundar a cooperação e alianças. Só depois da Guerra dos 12 dias, aliás, durante os ataques, o Parlamento Iraniano ratificou um acordo de cooperação estratégica com a Rússia, mesmo assim não aceitou a proposta russa de um acordo de apoio militar  nos moldes do que a Rússia tem com a Coreia do Norte. É claro depois da Guerra dos 12 dias estreitou sua cooperação militar com China e Rússia, mas ainda se recusa a abrir mão de um fio de cabelo de sua soberania.

Não seria nada fácil dominar um país assim

 

AS LICÕES

 A Guerra dos 12 dias

As primeiras 24h. Fiquei boquiaberto olhando aquelas imagens dos primeiros ataques israelenses. Aviões sobrevoando livremente o espaço aéreo iraniano, como assim? Onde estão as defesas aéreas?  

Nos dias seguintes a surpresa. O Irã se refez rapidamente dos primeiros ataques e passou à ofensiva. No quarto dia já estava claro que o tal Domo de Ferro não passava de uma peneira de palha. O Irã iniciou um ataque maciço de drones e misseis mais antigos, sobrecarregando as defesas israelenses, depois passou a usar seus misseis mais modernos de forma mais contida, o suficiente para intimidar Israel que recorreu a Rússia e aos EUA para conter o Irã.

Muita gente no Irã não queria um cessar fogo, achavam que  tinha chagada a hora de esmagar Israel. Mas a liderança iraniana se conteve e , na minha opinião, preferiu um acordo de cessar fogo com os EUA. 

Assim a Guerra dos 12 dias deixou como lição principal o seguinte. Sim o Irã tem capacidade militar para destruir Israel , mas potencialmente seria destruído pelos EUA. Criou-se um impasse.

 

OS PROTESTOS E A NOVA OFENSIVA IMPERIALISTA.

 

Os Estados Unidos orquestraram uma crise econômica no Irã. Um ataque bem planejado a moeda levou a uma absurda desvalorização e ao Rial(moeda iraniana) caiu abruptamente.

O cálculo era simples, a queda da moeda levaria a protestos e revolta social. Claro tudo bem azeitado pelos ativos da CIA, do MI6 e do Mossad. Em meio a protestos legítimos de parcelas da sociedade apareceram pessoas armadas atirando tanto em policiais como em civis na esperança de que as coisas evoluíssem para um conflito armado generalizado.

Grupos armados formados por radicais anti governo, de diversas etnias, treinados e alimentados pelos suspeitos de sempre deveriam espalhar o clima de conflito eventualmente levando a queda do governo.

Falhas: 1. No Irã é proibido possuir armas, logo não eram civis normais armados; 2 o bloqueio da internet e dos satélites starlinks, com ajuda provavelmente da Rússia e da China.

O corte da internet e dos satélites impediu a coordenação dos grupos, eles agem sozinhos cada um do seu lado, o suspeito de sempre fornecia a coordenação do ataque. Sem direcionamento os grupos foram rapidamente dissolvidos e/ou abatidos.

Falha 2. Supor que a sociedade iraniana racharia facilmente, ignorando o fato de que a República Islâmica do Irã é uma Republica estruturada, consolidada. Com toda a herança dos persas, uma civilização de pelo menos 5.000 mil anos. Você não destrói algo assim facilmente

       Assim terminou a aventura de Israel dos EUA na tentativa de derrubar o governo iraniano.

Fiz esse texto antes da guerra, achei útil publica-lo mesmo agora onde já enfrentamentos a realidade da guerra de agressão, não provocada, de escolha, dos EUA/Israel mais uma vez tentando derrubar o governo iraniano.

Vamos ver como a guerra se desenrola e se meu raciocínio sobre o Estado iraniano e as implicações dessa guerra estavam corretas. 

segunda-feira, 19 de junho de 2023

A ECONOMIA POLÍTICA DA GUERRA NA UCRÂNIA

 Radica Desai e Michael Hudson  fazem uma brilhante analise da economia na guerra da Ucrânia. 

Tivemos acesso a esse material fundamental para entender essa que é uma das particularidades fundamentais do conflito . De forma didática, esses brilhantes economistas, traçam os caminhos do dinheiro e das alternativas feitas por cada lado no conflito, com suas consequências. 

Agradecimento especial a Breve New Europe   

Leia a integra AQUI

quarta-feira, 24 de maio de 2023

O LEGADO DE MORTE DO OCIDENTE

 

Vinte anos após os ataques terroristas de 11 de setembro, surgiram dados estatísticos convincentes sugerindo que o verdadeiro número de mortos da 'Guerra ao Terror' pode chegar a seis milhões de pessoas - e que esse número colossal provavelmente é conservador.

Os EUA lideraram os ataques no Iraque, Afeganistão, Síria, Iêmen e Paquistão matando pelo menos 4,5 de pessoas e provocando um deslocamento de refugiados entre 38 – 60 milhões.

Hoje 7,6 milhões de crianças passam fome nesses países. 

Veja o estudo da Brown University Leia aqui

domingo, 5 de fevereiro de 2023

O GOVERNO LULA E O ARAME LISO

 

 

Caminhos tortuosos esperam o governo lula

 

 

Sim os caminhos que o governo tem a frente são cheios de tortuosidades, armadinhas, sinucas de bico. Dai os riscos do comportamento arame liso.

A expressão, eu ouvi pela primeira vez no Linha de Passe, da ESPN Brasil, à época com Mauro Cezar. O Mauro usava a expressão para se referir ao Flamengo, ante da era Jesus.

Trata-se do time que tem boa iniciativa, cutuca o adversário constantemente, mas não liquida a partida e acaba perdendo ou empatando.

Posso estar totalmente enganado, mas acho que em duas frente importante, o governo Lula está sendo arame liso.

Primeiro a frente militar. O governo vai deixando passar a oportunidade de enquadrar em definitivo os militares, instituir por que caminhos vai providenciar uma investigação séria da participação dos milicos nas ações golpistas. O tempo ta passando, os militares estão em baixa, a hora é agora. Veremos mais adiante por que isso é importante.

Segundo, o governo precisa agir contra políticos golpistas, todas a armas à disposição tem que ser usada para atacar os políticos que financiaram, participaram, incentivarem, os atos golpistas violentos desde o 12 de dezembro. Ali se abriu uma brecha para atacar esses políticos. Assim como no futebol, o momento de ofensiva deve ser convertido em gol ou você se arisca a levar um gol.

As ações desse senador Do Val mostram que a direita não está na defensiva, pelo contrário, ela continua na ofensiva, pautando a discussão no país. Articulando formas de minar a credibilidade do processo eleitoral,  do próprio governo e das próprias investigações.

É urgente reagir, tem que parar de mimimi, usar toda a estrutura de comunicação para denunciar o descalabro do governo, o sucateamento da área social. Quem quiser que defenda o extermínio dos ianomâmis, que justifique as inações do governo anterior na área social, é esse debate que deve ser colocado, paralelo as medidas de correção, como política de moradia, reestruturação do bolsa família, etc.

O ministério da cultura deve agir rapidamente para recolocar a organização de pé. Consultas previas já devia ser disparada nas diversas regiões. Há muita coisa a ser feita que não depende de dispor de verbas imediatamente, no nível da organização. Cultura não é só a distribuição de verbas.

Ora, dirão alguns, o governo mal começou, o governo está indo bem e está

Mas não basta, tem que fazer mais, tem que atacar a direita enquanto o momento é favorável.

O cenário ali na frente

O que teremos este ano e no próximo? O que temos hoje?

Hoje temos um cenário onde só não saiu um golpe por falta de sustentação externa. Ai vem

O governo de Biden, leitor de teleprompt,  que não tinha outra saída a não ser apoiar o governo Lula, mas é um apoio meia boca, já que o governo estará numa posição diametralmente oposta aos objetivos do Deep State.

A linha Lula envolve reforçar laços regionais e internacionais que favoreçam a industrialização brasileira. Sem se dizer nacionalista, o governo lula é um governo nacionalista, apoiado no conceito de desenvolvimento de uma independência de fato, com aqueles requisitos essenciais de todo país realmente independente:

Autossuficiência/segurança alimentar, desenvolvimento da capacidade de dissuasão, industrialização.

Isso passa pelo estreitamento de relações com o Sul Global, com uma retomada da participação brasileira no BRICS, com nossa inserção no Cinturão e Rota com seus trilhões em investimentos.   

Esses requisitos estão no horizonte do governo Lula e isso é incompatível hoje com as diretrizes do DeepState. O capital rentista norte americano precisa de países com reservas minerais e potencial agrícola como o Brasil, frágeis, manobráveis politicamente, integrados de forma subalterna a lógica rentista. Portanto o atual apoio de Biden deve ser visto com desconfiança até porque os EUA não são amigos de ninguém, como os eventos das últimas três décadas testemunham.

O mundo baseado em regras, é o mundo baseado em regras americanas e, essas regras são claras: estejam conosco ou contra a gente. No último caso, aguente as consequências da diplomacia do dólar/canhão. Diplomacia traduzida em guerra hibrida, sanções econômicas, confisco de bens, revoluções coloridas golpes institucionais, enfim todo o acervo Maidan. Por tudo isso, o atual apoio norte americano é frágil, débil, instável. Enfim, não dá para confiar no Tio Sam.

Mas....vamos supor que Biden seja um bom moço com o Brasil. Nesse ano, meados dele, começa a aquecer a disputa pelo poder formal nos EUA. A extrema direita está bem colocada para esta eleição, apesar das derrotas nas eleições de meio de ano passado.

Um muito possível retorno de Trump reforça muito o bolsonarismo aqui e as condições para um maidan made in Brasil estarão prontas, por isso é preciso atacar agora. Desarticular ao máximo a extrema direita. Se seguir agindo no modo arame liso, poderemos amargar uma grande derrota. 

       

Na cena internacional nossa posição é frágil, difícil acreditar que, no cenário atual haja espaço para essa terceira via que lula professa.

Primeiro a diplomacia americana está sendo muito explicita em relação aos países, ou seja, reduziu seu discurso em termos simples. Você está conosco, podemos contar com você? Se a resposta for uma ambiguidade a ala Lula, a interpretação não assumida publicamente é: precisamos dar um jeito nesse país.

Ou seja, não há espaço para talvez, o deep state tem uma agenda que pressupõe um mundo submisso às internacionais a moda americana.

A postura brasileira em nada agrada ao deep state. Lula tem falado em Segurança alimentar, indústria naval (leia-se forças de dissuasão) controla de nossas fontes energéticas, controle do nosso petróleo, ou seja, tudo que leva a afirmação da soberania do país, tudo que não interessa aos EUA.

 

Por outro lado, uma postura muito vacilante em relação aos principais temas mundiais levará a uma pouca importância do ou a uma redução da importância do Brasil no grande jogo.

Cada vez mais se aprofundam iniciativas como a desdoralização da economia por parte do sul global. Os movimentos dos BRICS por exemplo, China e Rússia e um pouco mais lentamente Índia, estão aumentando suas reservas fora do Dólar, seja em ouro seja em yuan, a moeda chinesa. Os acordos da China com a Arábia Saudita, por exemplo, terão um forte impacto nessa trajetória.

A China dispõe de capital e esse capital chinês seria muito importante para o Brasil, sobretudo se negociarmos melhor nossos acordos.

Corremos o risco ao manter uma postura muito blasé em relação ao que se passa no mundo e perderemos excelentes oportunidades.

É mais um desses momento em que o Brasil tem que responder à pergunta. O que você quer ser, quando você crescer?

 

sábado, 21 de janeiro de 2023

ASSOCIAÇÃO DE NAÇÕES DO SUDESTE ASIÁTICO - ASEAN

 




A Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) é uma organização intergovernamental regional que compreende dez países do sudeste asiático, que promove a cooperação intergovernamental e facilita a integração econômica, política, de segurança, militar, educacional e sociocultural entre seus membros e outros países da Ásia.

 

A ASEAN também envolve regularmente outros países da região Ásia-Pacífico e além. Principal parceira da Organização de Cooperação de Xangai, a ASEAN mantém uma rede global de alianças e parceiros de diálogo e é considerada por muitos como uma potência global, a união central para cooperação na Ásia-Pacífico e uma organização importante e influente. Ela está envolvida em vários assuntos internacionais e hospeda missões diplomáticas em todo o mundo. O Secretariado da ASEAN está localizado em Jacarta, na Indonésia.

 

Histórico

No dia em que ocorreu a primeira conferência da ASEAN, em Fevereiro de 1976, foi assinado o Tratado de Amizade e Cooperação, onde vinham descritos os princípios a ser seguidos pelas nações aderentes. Entre eles constam o respeito mútuo pela independência, soberania, igualdade, integridade territorial e identidade nacional e o direito de cada nação de se guiar livre de interferência, subversão ou coerção exterior. Ficou também definido nesse tratado que nenhuma nação deve interferir nos assuntos internos dos restantes, que os desentendimentos devem ser resolvidos de forma pacífica, que deve haver uma renúncia ao uso da força e uma efetiva cooperação entre todos.

 

Em 1992, os países participantes decidiram transformá-la em zona de livre-comércio, a ser implantada gradativamente até 2008. Foi fundada originalmente pela Tailândia, Indonésia, Malásia, Singapura e Filipinas.

 

A nível econômico, desde a fundação da ASEAN e através de vários tratados, cresceram bastante as trocas comerciais entre os estados membros. Em 1992 foi criada a uma zona de comércio livre de modo a desenvolver a competitividade da região, que assim passou a funcionar como um bloco unido. O objetivo foi o de promover uma maior produtividade e competitividade. A nível de relações externas, a prioridade da ASEAN é fomentar o contato com os países da região Ásia-Pacífico, mas foram também estabelecidos acordos de cooperação com o Japão, China e Coreia do Sul. Atualmente a organização é patrocinada por 134 empresas multinacionais[9] e tem acordos militares e econômicos com os EUA. Tentou-se realizar um acordo com os EUA sob sigilo para desregulamentar os mercados.

 

Políticas


Além de consultas e consenso, os processos de reuniões e decisão da ASEAN podem ser entendidos mais facilmente em termos das Faixas I e II. A Faixa I refere-se à prática da diplomacia entre os canais do governo. Os participantes se apresentam como representantes de seus respectivos estados e refletem as posições oficiais de seus governos durante as negociações e discussões. Todas as decisões oficiais são feitas na Faixa I. Portanto, "A Faixa I refere-se a processos intergovernamentais". A Faixa II difere ligeiramente da faixa I, envolvendo os grupos da sociedade civil e outros indivíduos com várias ligações que trabalham ao lado de governos. Esta faixa permite aos governos discutir temas polêmicos e testar novas ideias sem fazer declarações oficiais ou compromissos vinculativos, e, quando necessário, recuar nas posições.

 

Apesar de os diálogos da Faixa II serem por vezes citados como exemplos do envolvimento da sociedade civil no processo de tomada de decisão regional por parte dos governos e outros atores da segunda faixa, as ONGs raramente têm acesso a esta faixa, enquanto os participantes da comunidade acadêmica exercem algum tipo de participação. No entanto, estes grupos de reflexão são, na maioria dos casos, muito ligados aos seus respectivos governos, e dependentes de financiamento público para suas atividades acadêmicas e políticas, e muitos que trabalham na Faixa II têm experiência burocrático anterior. As suas recomendações, especialmente na integração econômica, são muitas vezes mais parecidas com as decisões da ASEAN que o resto das posições da sociedade civil.

 

A faixa que atua como um fórum da sociedade civil no sudeste da Ásia é chamada de Faixa III. Os participantes da Faixa III são geralmente grupos da sociedade civil que representam uma determinada ideia ou marca. As redes da Faixa III pretendem representar as comunidades e pessoas que são marginalizadas dos centros de poder político e incapazes de alcançar uma mudança positiva sem assistência externa. Esta faixa tenta influenciar as políticas governamentais indiretamente por lobby, gerando pressão através da mídia. Os atores da terceira faixa também organizam e/ou participam de reuniões, bem como conferências, para obter acesso aos oficiais da Faixa I.

 

Enquanto as reuniões e interações da Faixa II com os atores da Faixa I têm aumentado e intensificado, raramente o resto da sociedade civil tem tido a oportunidade de interagir com a Faixa II. Aqueles com ligações com a Faixa I têm sido ainda mais raros. Olhando para as três faixas, está claro que, até agora, a ASEAN tem sido gerida por oficiais do governo que, na medida em que os assuntos da ASEAN estão em causa, são responsáveis apenas perante seus governos e não o povo. Em uma palestra por ocasião do 38 º aniversário da ASEAN, o histórico presidente indonésio, Dr. Susilo Bambang Yudhoyono admitiu: "Todas as decisões sobre tratados e zonas de livre comércio, declarações e planos de ação, são feitas por chefes de Governo, ministros e altos oficiais. O fato é que entre as massas, há pouco conhecimento, muito menos apreço, das iniciativas de grande porte que a ASEAN está tomando em seu nome".

A exemplo da Comissão Europeia onde ninguém foi eleito. As massas na Europa desconhece as ilustres figuras que tomam decisões em seu nome.  


sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

SCO - QUIRGUISTÃO

 



O Quirguistão (em quirguiz: Кыргызстан, translit.: Kırgıstan pronunciado: [qɯrʁɯsˈstɑn]; em russo: Киргизия, Кыргызстан , translit: Kyrgyzstan),  oficialmente República Quirguiz em russo: Кыргызская Республика, translit.: Kyrgyzskaya Respublika), é um país da Ásia Central, ex-integrante da antiga União do país.

 A história do Quirguistão remonta há mais de 2000 anos, abrangendo uma variedade de culturas e impérios. Apesar de geograficamente isolado por causa do seu terreno montanhoso - o que tem ajudado a preservar sua cultura milenar - o Quirguistão tem sido colocado historicamente na encruzilhada de várias grandes civilizações, ou seja, como parte da Rota da Seda e outras rotas comerciais e culturais. Embora longamente habitado por uma sucessão de tribos e clãs independentes, o Quirguistão caiu periodicamente sob a dominação estrangeira, devido à sua localização estratégica, atingindo soberania como um Estado soberano somente após a dissolução da União Soviética, em 1991.

 Desde a independência, o Quirguistão é oficialmente uma unitária república parlamentar, embora continue a ser afetada por conflitos étnicos, revoltas populares, problemas econômicos, governos de transição e crises de partidos políticos. O país é membro da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), da União Econômica Eurasiática (UEE), da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), Organização para Cooperação de Xangai, a Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), da Organização Internacional da Cultura Turca (TÜRKSOY) e da Organização das Nações Unidas (ONU).

 A maioria dos 5,7 milhões de habitantes do país são etnicamente quirguizes, seguido por minorias significativas de uzbeques e russos. A língua oficial é o quirguiz, que está intimamente relacionada com as outras línguas turcas, embora a língua russa também seja falada por uma parte minoritária da população, como parte do legado de uma política secular de russificarão. A religião muçulmana é mais praticada no país, representando cerca de 64% da população religiosa. Além de suas origens turcas, a cultura do Quirguistão é composta por elementos de origem persa, mongol e de influência russa.


HISTÓRIA

 

Inicialmente habitado por tribos iranianas como os soguedianos por muitos séculos e depois por imigrantes turcos vindos da Anatólia, as terras do Quirguistão faziam fronteira com a Pérsia.

O Quirguistão (em quirguiz: Кыргызстан, translit.: Kırgıstan pronunciado: [qɯrʁɯsˈstɑn]; em russo: Киргизия, Кыргызстан , translit: Kyrgyzstan),  oficialmente República Quirguiz em russo: Кыргызская Республика, translit.: Kyrgyzskaya Respublika), é um país da Ásia Central, ex-integrante da antiga União do país.

A história do Quirguistão remonta há mais de 2000 anos, abrangendo uma variedade de culturas e impérios. Apesar de geograficamente isolado por causa do seu terreno montanhoso - o que tem ajudado a preservar sua cultura milenar - o Quirguistão tem sido colocado historicamente na encruzilhada de várias grandes civilizações, ou seja, como parte da Rota da Seda e outras rotas comerciais e culturais. Embora longamente habitado por uma sucessão de tribos e clãs independentes, o Quirguistão caiu periodicamente sob a dominação estrangeira, devido à sua localização estratégica, atingindo soberania como um Estado soberano somente após a dissolução da União Soviética, em 1991.

Desde a independência, o Quirguistão é oficialmente uma unitária república parlamentar, embora continue a ser afetada por conflitos étnicos, revoltas populares, problemas econômicos, governos de transição e crises de partidos políticos. O país é membro da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), da União Econômica Eurasiática (UEE), da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), Organização para Cooperação de Xangai, a Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), da Organização Internacional da Cultura Turca (TÜRKSOY) e da Organização das Nações Unidas (ONU).

A maioria dos 5,7 milhões de habitantes do país são etnicamente quirguizes, seguido por minorias significativas de uzbeques e russos. A língua oficial é o quirguiz, que está intimamente relacionada com as outras línguas turcas, embora a língua russa também seja falada por uma parte minoritária da população, como parte do legado de uma política secular de russificarão. A religião muçulmana é mais praticada no país, representando cerca de 64% da população religiosa. Além de suas origens turcas, a cultura do Quirguistão é composta por elementos de origem persa, mongol e de influência russa.

O Quirguistão foi anexado ao Império Russo em 1864-66 quando foram conquistados os canatos da Ásia Central. O país conquistou sua independência com o colapso da União Soviética em 1991.

 


quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

SCO - CAZAQUISTÃO

 



O Cazaquistão (em cazaque: Қазақстан, translit.: Qazaqstan, pronunciado: [qɑzɑqˈstɑn]; em russo: Казахстан, translit.: Kazakhstan, pronunciado: [kəzɐxˈstan]), oficialmente República do Cazaquistão, é um país transcontinental, localizado na Ásia Central, com uma pequena parte a oeste do rio Ural na Europa. É o maior país sem costa marítima do mundo e o nono maior do planeta; o seu território de 2 724 900 quilômetros quadrados é maior do que a área da Europa Ocidental. O Cazaquistão tem fronteiras com (no sentido horário, a partir do norte) Rússia, China, Quirguistão, Uzbequistão e Turcomenistão, e, ainda, detém uma grande parte litorânea do mar Cáspio. O terreno do país inclui planícies, estepes, taiga, desfiladeiros de rochas, montanhas, deltas, montanhas cobertas de neve e desertos. Com uma estimativa de 18,7 milhões de habitantes (2020), o Cazaquistão é classificado como o 63º país mais populoso do mundo, embora sua densidade populacional esteja entre as mais baixas, com 6 pessoas por km². A capital cazaque é Astana, depois que foi transferida de Almati, em 1997.

O território do Cazaquistão tem sido historicamente habitado por tribos nômades, esse cenário mudou no século XIII, quando Gengis Khan ocupou o país. Na sequência, aconteceram lutas internas entre os conquistadores, o poder eventualmente voltou para os nômades. Por volta do século XVI, os cazaques surgiram como um grupo étnico distinto, dividido em três jüz (ramos ancestrais que ocupam territórios específicos). Os russos começaram a avançar para as estepes cazaques no século XVIII e, em meados do século XIX, todo território nacional fazia parte do Império Russo. Após a Revolução Russa de 1917 e a subsequente guerra civil, o Cazaquistão foi reorganizado diversas vezes antes de tornar-se a República Socialista Soviética Cazaque em 1936, parte integrante da União Soviética.

O país foi a última das repúblicas soviéticas a declarar sua independência após a dissolução da União Soviética, em 1991; o presidente era Nursultan Nazarbayev, que foi líder nacional desde que o país era uma república soviética, mas renunciou em março de 2019, devido a diversas manifestações que demonstravam o descontentamento da população contra seu governo. Atualmente, o presidente é o Kassym-Jomart Tokayev, eleito com mais de 70% dos votos dos quase 12 milhões de eleitores cazaquistaneses. O governo pratica uma política externa equilibrada e trabalha para desenvolver a sua economia, especialmente a sua indústria de hidrocarbonetos.

O Cazaquistão é povoado por 100 etnias, entre cazaques (que compõem 68,5% da população), russos, uzbeques, ucranianos, alemães, tártaros e uigures. O islamismo é a religião de cerca de 75% da população, enquanto o cristianismo é praticado por 21% dos habitantes; o país permite a liberdade de religião. O idioma cazaque é a língua oficial, enquanto o russo tem um estatuto oficial igual para todos os níveis administrativos e institucionais

SCO - PAQUISTÃO

 


Paquistão [ˈpaːkɪstaːn]), oficialmente a República Islâmica do é um país do sul da Ásia. É o quinto país mais populoso do mundo, com uma população de quase 243 milhões de pessoas, e tem a segunda maior população muçulmana do mundo, atrás apenas da Indonésia. O Paquistão é o 33º maior país do mundo em área e o 2º maior no sul da Ásia, abrangendo 881.913 quilômetros quadrados (340.509 milhas quadradas). Tem um litoral de 1.046 quilômetros (650 milhas) ao longo do Mar da Arábia e do Golfo de Omã no sul, e faz fronteira com a Índia a leste, o Afeganistão a oeste, o Irã a sudoeste e a China a nordeste. Está estreitamente separado do Tadjiquistão pelo Corredor Wakhan do Afeganistão, no norte, e também compartilha uma fronteira marítima com Omã. Islamabad é a capital do país, enquanto Karachi é sua maior cidade e centro financeiro.

 

O Paquistão é o local de várias culturas antigas, incluindo o sítio neolítico de 8.500 anos de Mehrgarh no Baluchistão, a civilização do Vale do Indo da Idade do Bronze, a mais extensa das civilizações da Afro-Eurásia, e a antiga civilização de Gandhara.  A região que compreende o estado moderno do Paquistão era o reino de vários impérios e dinastias, incluindo o Aquemênida; brevemente o de Alexandre, o Grande; o selêucida, o Maurya, o Kushan, o Gupta; o Califado Omíada em suas regiões do sul, os hindus Shahis , os Ghaznavids , o Sultanato de Delhi, os Mughals, os Durranis , o Império Omani , o Império Sikh , o governo da Companhia Britânica das Índias Orientais e, mais recentemente, o Império Indiano Britânico de 1858 a 1947.

 

Estimulado pelo Movimento do Paquistão, que buscou uma pátria para os muçulmanos da Índia britânica, e vitórias eleitorais em 1946 pela All-India Muslim League , o Paquistão conquistou a independência em 1947 após a partição do Império Indiano Britânico , que concedeu um estado separado a seu regiões de maioria muçulmana e foi acompanhada por uma migração em massa sem paralelo e perda de vidas. Inicialmente um domínio da Comunidade Britânica, o Paquistão elaborou oficialmente sua constituição em 1956 e emergiu como uma república islâmica declarada. Em 1971, o enclave do Paquistão Oriental separou-se como o novo país de Bangladesh após uma guerra civil de nove meses. Nas quatro décadas seguintes, o Paquistão foi governado por governos cujas descrições, embora complexas, comumente alternavam entre civis e militares, democráticos e autoritários, relativamente seculares e islâmicos.  O Paquistão elegeu um governo civil em 2008 e, em 2010, adotou um sistema parlamentar com eleições periódicas.

O Paquistão é uma nação de potência média, e tem a sexta maior força armada permanente do mundo. É um estado declarado com armas nucleares e está classificado entre as economias emergentes e líderes em crescimento, com uma classe média grande e em rápido crescimento. A história política do Paquistão desde a independência foi caracterizada por períodos de crescimento econômico e militar significativo, bem como por períodos de instabilidade política e econômica. É um país etnicamente e linguisticamente diverso, com geografia e vida selvagem. O país continua a enfrentar desafios, incluindo pobreza, analfabetismo, corrupção e terrorismo. O Paquistão é membro das Nações Unidas, da Organização de Cooperação de Xangai, da Organização de Cooperação Islâmica, da Comunidade das Nações, da Associação do Sul da Ásia para a Cooperação Regional e da Coalizão Militar Islâmica Contra o Terrorismo, e é designado como um principal aliado não pertencente à OTAN pelos Estados Unidos.

Na verdade, os EUA insistem em manter a tutela sobre o Paquistão e através da guerra hibrida conseguiu por um governo militar no pais atualmente com a perseguição à oposição liderada por Imran Ahmad Khan Niazi (ex primeiro ministro), uma liderança progressista que busca construir a independência do país e a aproximação com o sul global.    


quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

SCO - ÍNDIA

 


Índia oficialmente denominada República da Índia (em hindi: भारत गणराज्य, Bhārat Gaṇarājya; em inglês: Republic of India), é um país da Ásia Meridional. É o segundo país mais populoso, o sétimo maior em área geográfica e a democracia mais populosa do mundo. Delimitada ao sul pelo Oceano Índico, pelo mar da Arábia a oeste e pelo golfo de Bengala a leste, a Índia tem uma costa com 7 517 km de extensão. O país faz fronteira com Paquistão a oeste; China, Nepal e Butão ao norte e Bangladesh e Mianmar a leste. Os países insulares do Oceano Índico — Sri Lanka e Maldivas — estão localizados bem próximo da Índia.

Lar da Civilização do Vale do Indo, de rotas comerciais históricas e de vastos impérios, o subcontinente indiano é identificado por sua riqueza comercial e cultural de grande parte da sua longa história. Quatro grandes religiões — hinduísmo, budismo, jainismo e siquismo — originaram-se no país, enquanto o zoroastrismo, o judaísmo, o cristianismo e o islamismo chegaram no primeiro milênio d.C. e moldaram a diversidade cultural da região. Anexada gradualmente pela Companhia Britânica das Índias Orientais no início do século XVIII e colonizada pelo Império Britânico a partir de meados do século XIX, a Índia tornou-se uma nação independente em 1947, após uma luta social pela independência que foi marcada pela extensão da resistência não violenta.

A Índia é uma república composta por 28 estados e sete territórios da união, com um sistema de democracia parlamentar. O país é a sexta maior economia do mundo em Produto Interno Bruto (PIB) nominal, bem como a terceira maior do mundo em PIB medido em Paridade de Poder de Compra. As reformas econômicas feitas desde 1991 transformaram o país em uma das economias de mais rápido crescimento do mundo; no entanto, a Índia ainda sofre com altos níveis de pobreza, analfabetismo, violência de género, doenças e desnutrição. Uma sociedade pluralista, multilíngue e multiétnica, a Índia também é o lar de uma grande diversidade de animais selvagens e de habitats protegidos. A Índia passou do 140.º para o 177.º lugar entre 2016 e 2018 no Índice de Desempenho Ambiental compilado por pesquisadores das Universidades de Yale e Columbia. Em particular, o estudo destaca a "alarmante" deterioração da qualidade do ar.

Mas grandes projetos e o avanço do desenvolvimento indiano contribuem para a expectativa de dias melhores para a população indiana  



SCO - CHINA

 



A República Popular da China (RPC; chinês simplificado: 华人民共和国; chinês tradicional: 中華人民共和國; pinyin: Loudspeaker.svg? Também conhecida simplesmente como China, é o maior país da Ásia Oriental e o mais populoso do mundo, com mais de 1,38 bilhão de habitantes, quase um quinto da população da Terra. É uma república popular socialista unipartidária. Na constituição, descreve-se como um sistema multipartidário de cooperação e consulta política sob a liderança do Partido Comunista da Chinae como uma "ditadura democrática popular liderada pela classe trabalhadora e baseada na aliança de trabalhadores e camponeses". Tem jurisdição sobre vinte e duas províncias, cinco regiões autônomas (Xinjiang, Mongólia Interior, Tibete, Ningxia e Quancim), quatro municípios (Pequim, Tianjin, Xangai e Xunquim) e duas Regiões Administrativas Especiais com relativa autonomia (Hong Kong e Macau). A capital da RPC é Pequim.

 


Com aproximadamente 9,6 milhões de quilômetros quadrados, a República Popular da China é o terceiro (ou quarto) maior país do mundo em área total e o terceiro maior em área terrestre. Sua paisagem é variada, com florestas de estepes e desertos (como os de Gobi e de Taclamacã) no norte seco e frio, próximo da Mongólia e da Sibéria (Rússia), e florestas subtropicais no sul úmido e quente, próximo ao Vietnã, Laos e Mianmar. O terreno do país, a oeste, é de alta altitude, com o Himalaia e as montanhas Tian Shan formando fronteiras naturais entre a China, a Índia e a Ásia Central. Em contraste, o litoral leste da China continental é de baixa altitude e tem uma longa faixa costeira de 14 500 quilômetros, delimitada a sudeste pelo Mar da China Meridional e a leste pelo Mar da China Oriental, além dos quais estão Taiwan, Coreia (Norte e Sul) e Japão.

 

A nação tem uma longa história, composta por diversos períodos distintos. A civilização chinesa clássica — uma das mais antigas do mundo — floresceu na bacia fértil do rio Amarelo, na planície norte do país. O sistema político chinês era baseado em monarquias hereditárias, conhecidas como dinastias, que tiveram seu início com a semimitológica Xia (aproximadamente 2 000 a.C.) e terminaram com a queda dos Qing, em 1911. Desde 221 a.C., quando a dinastia Qin começou a conquistar vários reinos para formar um império único, o país expandiu-se, fraturou-se e reformulou-se várias vezes. A República da China, fundada em 1911 após a queda da dinastia Qing, governou o continente chinês até 1949. Em 1945, a república chinesa adquiriu Taiwan do Império do Japão, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Na fase de 1946–1949 da Guerra Civil Chinesa, o Partido Comunista derrotou o nacionalista Kuomintang no continente e estabeleceu a República Popular da China, em Pequim, em 1 de outubro de 1949, enquanto o Partido Nacionalista mudou a sede do seu governo para Taipei. Desde então, a jurisdição da República da China está limitada à Taiwan e algumas ilhas periféricas (incluindo Penghu, Quemói e Matsu) e o país recebe reconhecimento diplomático limitado ao redor do mundo.

 

Desde a introdução de reformas econômicas em 1978, a China tornou-se em uma das economias de mais rápido crescimento no mundo, sendo o maior exportador e o terceiro maior importador de mercadorias do planeta. A industrialização reduziu a sua taxa de pobreza de 53% (em 1981) para 8% (em 2001). O país tem sido considerado uma superpotência emergente por vários acadêmicos, analistas econômicos e militares. A importância da China como uma grande potência é refletida através de seu papel como segunda maior economia do mundo (ou segunda maior em poder de compra) e da sua posição como membro permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e de várias outras organizações multilaterais, incluindo a Organização Mundial do Comércio, Cooperação Econômica Ásia–Pacífico, Grupo dos Vinte, BRICS e da Organização para Cooperação de Xangai. Além disso, o país é reconhecido como uma potência nuclear, além de possuir o maior exército do mundo em número de soldados e o segundo maior orçamento de defesa.


SCO - RÚSSIA

A Federação da Rússia (em russo: Российская Федерация, Rossiiskaia Federatsia, pronúncia russa ou simplesmente chamada de Rússia (em russo: Росси́я, transl. Rossía, pronúncia russa: é um país localizado no norte da Eurásia, com área de 17 075 400 quilômetros quadrados. É o maior país do planeta, cobrindo mais de um nono da superfície terrestre. É também o nono país mais populoso, com 142 milhões de habitantes. Faz fronteira com os seguintes países, de noroeste para sudeste: Noruega, Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia (as duas últimas através do enclave de Kaliningrado), Bielorrússia, Ucrânia, Geórgia, Azerbaijão, Cazaquistão, China, Mongólia e Coreia do Norte. Também tem fronteiras marítimas com o Japão, pelo Mar de Okhotsk, e com os Estados Unidos, pelo Estreito de Bering. A região inicia-se com os grupos étnicos eslavos do Leste, que surgiram na Europa entre os séculos III e VIII. Fundada e dirigida por uma classe nobre de guerreiros viquingues e por seus descendentes, o primeiro Estado eslavo, a Rússia de Kiev, surgiu no século IX e adotou o cristianismo ortodoxo do Império Bizantino em 988, iniciando a síntese das culturas bizantina e eslava, o que acabou por definir a cultura russa. O principado finalmente se desintegrou e suas terras foram divididas em vários pequenos Estados feudais. O Estado sucessor de Kiev foi Moscóvia, que serviu como a principal força no processo de reunificação da Rússia e na luta de independência contra a Horda de Ouro mongol. Moscóvia gradualmente reunificou os principados russos e passou a dominar o legado cultural e político da Rússia de Kiev. Por volta do século XVIII, o país teve grande expansão territorial através da conquista, anexação e exploração de vastas áreas, tornando-se o Império Russo, entre 1721 e 1917, que foi o terceiro maior império da história, se estendendo da Polônia, na Europa, até o atual estado estadunidense Alasca, na América do Norte. O país estabeleceu poder e influência em todo o mundo desde os tempos do império até se tornar a maior e principal república constituinte da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), entre 1922 e 1991, o primeiro e maior Estado socialista constitucional, reconhecido como uma superpotência e que desempenhou um papel decisivo para a vitória aliada na Segunda Guerra Mundial. A Federação da Rússia foi criada na sequência da dissolução da União Soviética, em 1991, mas é reconhecida como o Estado sucessor da URSS. O país é a décima segunda maior economia do mundo por PIB nominal e a sexta maior economia do mundo em paridade do poder de compra e com o quinto maior orçamento militar nominal. É um dos cinco Estados reconhecidos com armas nucleares do mundo, além de possuir o maior arsenal de armas de destruição em massa do planeta. A Rússia é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, membro do BRICS, G20, Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), Organização para Cooperação de Xangai (OCX), EurAsEC, além de ser um destacado membro da Comunidade dos Estados Independentes (CEI). O povo russo pode se orgulhar de uma longa tradição de excelência em todos os aspectos das artes e das ciências, bem como uma forte tradição em tecnologia, incluindo importantes realizações como o primeiro voo espacial humano.

domingo, 15 de janeiro de 2023

ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO DE XANGAI

 

                                                                                                        Arte: mundomultipolar

Ai esta a SCO - Organização para a cooperação de Xangai. Procurei deixar claro no mapa , para nossos leitores que tenham alguma dificuldade com a localização dos países da organização.

Também é importante dar uma olhada nos objetivos. É característico das novas organizações que elas não nascem por oposição ou para se opor a outras. Seu foco esta na cooperação entre os membros em a pretensão de se envolver nas questões internas dos outros.       

Outro item importante , nesse quadro que montamos , diz respeito aos membros da organização. Eles começaram com seis membros China, Rússia, Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, Tadjiquistão, mais tarde ampliou-se para incorporar a Índia e o Paquistão. Mas o processo é dinâmico. Existem hoje vários países observadores, outro tanto de convidados, e assim logo logo teremos uma nova ampliação da Organização.    

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

MUTIPLICANDO OS ORGANISMOS

 



Eu construí essa tabela para que tenhamos uma visão de conjunto das principais organizações digamos "de novo tipo", criadas sem a chancela dos EUA . Não quer dizer que essas organizações sejam de embate , confronto , desafio aos atlanticistas. Mas sim, elas afirmam o desejo de seus membros de trilharem um caminho de desenvolvimento nacional, independente, sem subordinação de seus interesses e recursos a nenhuma potência.  

Nos próximos posts vou falar de cada uma delas. Já comecei com a SCO e com os BRICS , mas tem muito mais a dizer sobre essas e as demais que aparecem na tabela e que considero das mais relevantes. 

Temos muito a conversar sobre os projetos, acordos e iniciativas de blocos e/ou integrante desses "blocos". 


                                                Tabela 01 . Organizações do mundo multipolar e sua composição
                                                                                                           Tabela 01 continuação


quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

O NASCIMENTO DO SUL GLOBAL

 

Malala Andrialavidrazana, Figures 1799, Explorers’ routes , 2015.
Como vimos nos posts anteriores, tínhamos o reinado absolutos do
s EUA nos organismos multilaterais ocidentais.  A EU da qual falamos por último é, na pratica governada, pela Comissão Europeia, organismo não eleito e controlado indiretamente pelos EUA também.

Assim sendo, no que diz respeito ao Ocidente, podemos dizer:

Ocidente Otanicista  e estaremos nos referindo aos países que se alinham à OTAN sob domínio norte americano  

Podemos dizer atlanticistas  e estaremos nos referindo aos países que se alinham sob domínio norte americano  

Isso começa a mudar em algum momento da década de 1990, justamente no período em que o mundo parecia ser unipolar, já que a União Soviética tinha desaparecido, o comunismo fora derrotado pelo Neoliberalismo, não havia ninguém para desafiar o grande Hegemon, leia-se domínio americano.

Mas então.... A História acabou…. Não há mais nada a fazer a não ser se colocar em conformidade com o grande irmão?

Não. Primeiro vieram uns malucos do 11 de setembro. Me desculpe quem discorda, mas atentados terroristas são sempre terríveis, dessumamos, coisa de maluco no mal sentido.

Depois aÍ sim, começaram a surgir encontros, ideias, novas organizações, novas possibilidade, novos arranjos internacionais que nos levaram ao momento atual.

Mas isso é assunto para os próximos posts

Diferença entre UE , CE, PE, Zona do Euro, BCE

Bom, já tendo concluído, objetivando nosso público leigo, um passeio pelas principais organizações multilaterais fortemente influenciadas e /ou controladoras pelos EUA , vamos finalizar dando uma olhada superficial, introdutória, claro, na Europa.

Diferença entre UE , CE, PE, Zona do Euro, BCE

fonte: Site oficial da UE


A União Europeia (UE) é uma união económica e política de 27 Estados-membros independentes situados principalmente na Europa. A UE tem as suas origens na Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) e na Comunidade Económica Europeia (CEE), formadas por seis países em 1957. Nos anos que se seguiram, o território da UE foi aumentando de dimensão através da adesão de novos Estados-membros, ao mesmo tempo que aumentava a sua esfera de influência através da inclusão de novas competências políticas. O Tratado de Maastricht instituiu a União Europeia com o nome atual em 1993. A última revisão significativa aos princípios constitucionais da UE, o Tratado de Lisboa, entrou em vigor em 2009. Bruxelas é a capital de facto da União Europeia.

A UE atua através de um sistema de instituições supranacionais independentes e de decisões intergovernamentais negociadas entre os Estados-membros. As instituições da UE são a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu, o Conselho da União Europeia, o Conselho Europeu, o Tribunal de Justiça da União Europeia, o Tribunal de Contas Europeu e o Banco Central Europeu. O Parlamento Europeu é o único órgão diretamente eleito, a cada cinco anos, pelos cidadãos da UE.

A UE instituiu um mercado comum através de um sistema harmonizado de leis aplicáveis a todos os Estados-membros. No Espaço Schengen (que inclui 22 Estados-membros e 4 estados não membros da UE) foram abolidos os controlos de passaporte. As políticas da UE têm por objetivo assegurar a livre circulação de pessoas, bens, serviços e capitais, legislar assuntos comuns na justiça e manter políticas comuns de comércio, agricultura, pesca e desenvolvimento regional. A Zona Euro, a união monetária, foi criada em 1999 e é atualmente composta por 19 Estados-membros. Através da Política Externa e de Segurança Comum, a UE exerce um papel nas relações externas e de defesa. A UE tem em todo o mundo missões diplomáticas permanentes, estando representada nas Nações Unidas, na Organização Mundial do Comércio (OMC), no G7 e no G-20. Com uma população total de aproximadamente 448 milhões de pessoas, o que representa 5,7% da população mundial, a UE gerou um produto interno bruto (PIB) de 12,2 mil milhões * de euros em 2010, o que representa cerca de 20% do PIB global, medido em termos de paridade do poder de compra.

Em 2012, a União Europeia foi laureada com o Nobel da Paz, entregue pelo Comité Nobel "por ter contribuído ao longo de mais de seis décadas para o avanço da paz e da reconciliação, democracia e direitos humanos na Europa". No anúncio do prémio, o Comité referiu que "o terrível sofrimento durante a Segunda Guerra Mundial provou a necessidade de uma nova Europa. (...). Hoje, uma guerra entre a França e a Alemanha é impensável. Isto mostra que, através da boa vontade e construção de confiança mútua, inimigos históricos podem transformar-se em aliados."

No início, eram apenas 6 países:

  • Alemanha
  • Bélgica
  • França
  • Itália
  • Luxemburgo
  • Países Baixos

Hoje, fazem parte da União Europeia 27 países.
Estes países são:

  • Áustria
  • Bélgica
  • Bulgária
  • Croácia
  • Chipre
  • Chéquia
  • Dinamarca
  • Estónia
  • Finlândia
  • França
  • Alemanha
  • Grécia
  • Hungria
  • Irlanda
  • Itália
  • Letónia
  • Lituânia
  • Luxemburgo
  • Malta
  • Países Baixos
  • Polónia
  • Portugal
  • Roménia
  • Eslováquia
  • Eslovénia
  • Espanha
  • Suécia

Guerra EUA/Israel contra o Irã

  O jogo dos trezentos erros   O New York Times publicou um relatório afirmando que Trump foi informado pelo Mossad de que um ataque a...